A mesa do laboratório, uma história contada em camadas
- Daiane Kaczan
- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Entre todos os ambientes da Casa BG, a mesa do laboratório é, sem dúvida, o elemento mais querido. Não apenas pela imponência, mas pelo que ela representa: a matéria em seu estado mais verdadeiro, assumindo o protagonismo sem filtros.

O mármore utilizado na mesa vem dos Alpes Suíços, uma origem que por si só carrega séculos de formação mineral. Mas o valor dessa peça não está apenas na procedência. Está no modo como ela foi tratada. O Polo Mármores forneceu a pedra, e a Stoneland realizou um trabalho artesanal raro e minucioso. A mesa foi talhada à mão, camada por camada, para que cada sedimento pudesse ser visto, lido e respeitado.
Esse processo transforma a peça em algo muito além de uma superfície de trabalho. Ela se torna um corte geológico exposto, um registro físico das eras, que revela a construção natural da pedra. Cada irregularidade, linha, nuance de cor, existe porque pertence à história do mármore.O objetivo nunca foi polir até desaparecerem as marcas, mas sim destacar a identidade que já estava ali.
A “imperfeição perfeita” é o que há de mais belo nessa mesa. No laboratório, onde criamos, selecionamos materiais e construímos narrativas, essa mesa funciona como um lembrete diário: a beleza está na matéria na sua forma mais bruta.
O artesanato aplicado pela Stoneland faz com que cada centímetro seja único. Não há duas superfícies iguais, porque não há dois gestos iguais. Isso aproxima a mesa da filosofia que orienta a Casa BG: o encontro entre força e sutileza. Entre natural e projetado.
Mais do que um apoio para amostras e estudos, a mesa é um manifesto físico do que significa trabalhar com design guiado pela matéria.



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